A partir da foto de uma favela brasileira, tentei remodelar as casas.
Transformei uma carrinha velha e abandonada numa nova, com cor, e construí um cenário que acompanhasse esta mudança.
Por último, o sumo de laranja, que passou a ser de cereja.












Faclita a actividade comercial
Proíbe e informa. Pára, abranda e deixa avançar.

Identifica partidos políticos, sendo associada a ideais em determinados contextos

Sendo Alberto Caeiro um homem clássico, utilizei a fonte Footlight MT Light. É também um poeta da simplicidade, pelo que utilizei esta máxima na construção da minha tipografia. As 24 linhas de texto foram usadas para delinear uma flor, que ocupa a página inteira, com linhas imperfeitas propositadas. O núcleo da flor foi preenchido para que haja uma ligação visual entre esse elemento e a palavra “florida”. O “f” desta palavra foi tratado de forma a sugerir o caule de uma flor, mostrando que a forma das letras pode ter mais utilizações para além daquela que já conhecemos. Utilizei a cor de forma moderada, apenas na palavra “verde”, porque acho que forma um efeito visual sugestivo, contrastando com a neutralidade dos restantes elementos visuais.
Na tipografia de Ricardo Reis utilizei a fonte Book Antiqua em Itálico pois penso que se adequa à sua melancolia. Mais uma vez, utilizei apenas uma cor não neutra: azul, nas frases que sugerem a ondulação do rio. Os dois primeiros versos estão acima do rio, como duas nuvens. A imagem da mulher está no lugar da Pagã referida no poema, a preto, como uma silhueta triste. A frase “Pagã triste e com flores no regaço” cai propositadamente no regaço dessa mulher, exemplificando a ideia de que, numa tipografia, é possível ver antes de ler.
